segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O filme dos sonhos

Ultimamente tenho tido pouco preconceito ao escolher filmes para assistir. Marley e Eu, Se Eu Fosse Você 2, Antes que o Diabo Saiba que Você está Morto. Esse último é excelente, apesar de perturbador. Consegui a façanha de assistir ,até o final, Sex and The City. E detestei. Não gostei também de Mamma Mia. Tomei até coragem de, após anos negando e ignorando, assistir aos 3 “Senhor dos Anéis” e me surpreendi positivamente. Só escrevi esse primeiro parágrafo para que notem que assisti filmes de diversos gêneros e para diversos públicos e com diversos roteiros e com diversas pretensões. Até o “Superoscarizável” O Curioso Caso de Benjamin Button assisti e gostei muito mesmo. Mas nada comparável às emoções que me causaram um filme em especial: O Banheiro do Papa.

Numa cidadezinha no Uruguai chamada Melo vive Beto e sua família. A história se desenrola ao redor dos três: Além de Beto, sua esposa e filha. E não trata de um enfoque familiar, conjunto. Fala de erros e acertos. De amizade, de trabalho, de pessoas, de relações, de ética. Resumidamente, fala de sonhos.

E sonhos são , a todo momento, lembrados e buscados. Seja ter mais dinheiro para sustentar a casa, quitar a dívida no bar, fazer uma poupança para os estudos da filha, comprar uma televisão. Seja buscar um emprego melhor ou .pelo menos, digno, seja fazer um curso profissional na capital. Não importa. Os sonhos não saem da cabeça. E a quem deixar todos esses sonhos se não a Deus ou seu representante? E a chegada do Papa representa exatamente isso. A cidade toda se mobiliza para a chegada do Papa à cidade e, por conseqüência, uma chance de sonhar. E de lucrar.

E a história vai se desenrolando, desenvolvendo, o filme acaba e continuamos pensando nos sonhos. Não no sonho em si, mas no que isso representa. Até onde é permitido sonhar? No que vale a pena sonhar, em quais circunstâncias? Quais os riscos de um sonho? Quais as outras possibilidades? O filme não responde a nenhuma pergunta. Só cria mais uma a cada segundo que pensamos nele. Apenas percebemos que, seja em Melo ou em São Paulo ou em Nova York, os sonhos doces, cheios de açúcar só existem em dois lugares: na nossa imaginação e nas padarias. O sonho da vida real leva, entre os ingredientes de seu recheio, o amargo sabor da decepção.

3 comentários:

  1. hummmmmm Já que falou tão bem do filme, assistirei!
    e logo em seguida comento aqui denovo, pra te dizer oq achei!

    beejo

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  2. Eu não gostei do filme.
    O pedaço que eu assisti me passou uma sensação estranha de que sonhar não serve pra nada, só pra gente se decepcionar.

    Gosto de pensar que eles ajudam a materializar o que a gente realmente quer.Talvez eu tenha um bocado de açúcar a mais na vida.
    Mas quer saber, eu não ligo!

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  3. olha quem encontrei aki neste mundo dos blogs!!!

    saudades cara!!!

    parabens pelo blog!!!

    abração.... Felipekapi...do Mack

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